Nada me agrada mais do que ver alguém esforçar-se por expandir os seus horizontes, alguém que saiba que é bom em algo tentar fazer algo diferente ao invés de algo que conhece bem. Acho que foi por isso que gostei tanto deste filme de Almodóvar. Aliás, penso que é dos poucos realizadores de quem tenho, de um modo ou de outro, gostado de todos os seus trabalhos.
La piel que habito, o mais recente, estreia hoje. Tive o privilégio de o ver ontem, em antestreia. Sendo este filme considerado um thriller, já sabia que ia encontrar um Almodóvar diferente, o que nunca esperei foi que a faceta sombria, mórbida e até mesmo cruel que se vive neste filme me agradasse tanto. Mas sabem como é: há certas coisas que odiamos adorar e este filme terá de ser uma delas.
Só para saberem mais ou menos com o que contar (resumo apenas, não há spoilers), este filme conta-nos a história de Robert, um cirurgião plástico que vive obcecado com a morte da mulher. Esta havia-se suicidade na sequência de um grave acidente de viação, em que quase havia morrido carbonizada. Desde então, Robert está decido a criar um novo tipo de pele, que seja sensível a carícias, mas resistente a queimaduras. Para fazê-lo, conta com a ajuda de uma dedicada criada e de uma cobaia. A história parece linear, mas há medida que o filme avança. uma complexa teia de segredos é revelada... Dêem um pulinho ao cinema que com este, não se arrependem - vale muito a pena!


2 pacote(s) de açúcar:
Está na lista, é o próximo a ir ver, também sou fã de Almodovar :)
Arrepiante com eu gosto!
Vou ver e depois conto ;)
beijinhos
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