Nunca andei tanto de eléctrico na minha vida como agora, que todos os dias tenho de o apanhar para o trabalho. Mas nem por isso gosto mais. E ainda menos gosto quando, num eléctrico cheio, ninguém é capaz de se levantar para dar o lugar a uma velhota. Eu dei-lhe o meu, ao que a senhora me respondeu "Obrigada filha, és d'uma gentileza que já não se usa." E pronto, assim ganhei o dia.
Se há coisas que sempre me ensinaram desde pequena foi: "se fizer o favor", "obrigada" e "faz pelos outros o que gostavas que fizessem pelos teus". E não percebo quem não funciona assim. Se fosse a avó de algum dos outros passageiros se calhar não gostavam que ninguém lhe cedesse o lugar... Ah pois é!

1 pacote(s) de açúcar:
Eu simpatizo com a estética dos eléctricos antigos e com a frescura interior dos eléctricos modernos.
Lembro-me que uma vez, há muitos anos, uma amiga ficou muito triste, porque eu a deixei à seca na Estrela à espera... enquanto eu desesperava nas voltas do 28... Já não vimos a peça de teatro do Bando nesse dia... e eu fiquei a saber que este eléctrico não é bom para quem tenha pressa...
Dei, no passado dia 18, um livro lindo sobre os eléctricos de Lisboa à minha mãe...
Perdoa-me a sintaxe sofrível, mas isto antes do almoço funciona de forma diferente.
beijos.
Enviar um comentário